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Estudantes transformam celular em "caneta digital"

Dois estudantes da universidade de Duke, nos EUA, estão desenvolvendo um novo recurso para telefones celulares que no futuro pode aposentar os velhos bloquinhos de papel.

Partindo do princípio que diversos smartphones saem de fábrica equipados com acelerômetros, eles desevolveram um aplicativo que permite que os aparelhos sejam usados como uma “caneta digital”, reconhecendo os caracteres escritos no ar. O recurso acabaria de vez com aquelas intermináveis procuras por papel ou caneta para fazer pequenas anotações, por exemplo (e quem nunca passou por isso?).

Assista a esse vídeo, em inglês, com os responsáveis pela idéia mostrando o recurso em ação.

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Fim da Lei de Moore será em 2014?
GYI0000730095.jpgA empresa iSuppli, especializada em inteligência de mercado, afirmou hoje que o fim da famosa lei que rege o mercado de semicondutores será em 2014, em mais um chute sobre o prazo fatal.
A lei de Moore afirma que o número de transistores que podem ser colocados em um circuito integrado dobra a cada 18 meses. Batizada em 1965 em homenagem a seu criador, Gordon E. Moore, um dos fundadores da Intel, a lei é válida até hoje graças à produção de dispositivos cada vez menores.
Mas com essa redução no tamanho dos chips, há algum tempo se especula quando se alcançará o limite físico dos semicondutores. De acordo com a pesquisa, tal limite se dará quando os processadores que utilizam a atual tecnologia ficarem menores que 20 nanômetros, o que deve ocorrer em 2014 – se seguirmos no mesmo ritmo.
“Todo o funcionamento dos processadores tem a ver com a corrente elétrica, que acontece devido ao movimento dos elétrons no material : passar ou não uma corrente corresponde  aos sinais de 0 e 1 e, para isso, é preciso conseguir bloquear a passagem de elétrons”, explica o professor Edison Zacarias da Silva, doutor em Física pela Unicamp. “À medida que se diminui a estrutura de silício, ou camada isolante, ela se torna tão pequena que os elétrons começam a passar e ela perde a sua função. O limite da lei de Moore é esse, e inviabilizaria os atuais processadores”, completa.
O professor ressalta, no entanto, que este fim é referente às estruturas baseadas em silício, o elemento que serve de base para toda a indústria de processadores modernos. Uma das alternativas estudadas seria substituir o óxido de silício utilizado nas placas por óxido de outro material menos permeável, ou seja, um material que, mesmo a uma distância tão pequena, não deixasse passar elétrons.
“Se mudarmos o material podemos conseguir que, mesmo com distâncias menores, ainda se mantenha o isolamento”, diz Zacarias. A dificuldade de substituição do óxido, no entanto, está em encontrar um material que também combine com o silício.

Outra solução seria substituir de vez o próprio silício por outra substância. Já estão sendo feita tentativas, como a de se construir dispositivos com nanotubos de carbono ou com pequenas moléculas. “Mas tudo isso ainda está muito no começo…”, conclui o professor.